A McLaren M23 da temporada de 1974

Emerson em seu bólido

O M23 é o modelo da McLaren das temporadas entre 1973 a 1977.

Em 1974 a equipe McLaren conquistou o primeiro de muitos títulos de construtores.

Projetado por Gordon Coppuck e John Barnard, o carro tinha o objetivo de suceder ao projeto M19A, que estreara em 1971, e tinha tido bons resultados em 1972. O seu desenho tem como base o M16, da Indy, que tinha ganho as 500 Milhas de Indianápolis de 1972, com Mark Donohue ao volante. Além disso, o nariz em cunha tinha sido claramente inspirado no Lotus 72, o que era eficaz em termos aerodinâmicos. Como quase todos os carros na época, este era alimentado pelo motor Cosworth V8, mas a diferença entre este e os outros era a maneira como era preparado: a Nicholson, uma preparadora inglesa, trabalhava com os motores, fazendo com que alcançassem os 490 cavalos, um pouco mais daquilo que possuía normalmente.

O monoposto n°5

O plano inicial de Teddy Mayer era continuar com Peter Revson, mas o americano finalmente perdeu a paciência com as negociações em curso e saiu para se juntar a Shadow em uma decisão que lhe custaria a vida quando ele foi vítima de falha durante testes em Kyalami, em seu lugar, Phil Kerr comandaria o M23 para Mike Hailwood.

Emerson Fittipaldi no cockpit

Em 1974, o brasileiro Emerson Fittipaldi chegou à McLaren, vindo da Lotus, para ser parceiro de Denny Hulme.

Nos longos testes de inverno feitos pelo entusiasmado Fittipaldi em Paul Ricard levaram a mudanças no carro, como uma maior distância entre eixos e maior faixa, com base em sua considerável experiência com o Lotus 72. Anos mais tarde, o piloto Willie Green chamaria isso de “facilmente o melhor”. Das muitas máquinas de Fórmula 1 da década de 1970 que ele havia dirigido em Brands Hatch. Boa aerodinâmica, ele afirmou, “era um dos seus pontos fortes e a falta de trepidações no cockpit em alta velocidade confirma isso”.

Os pilotos da equipe, com o veterano Denny Hulme no cockpit

O carro mostrou logo o que valia na corrida inicial do ano, quando o veterano Hulme ganhou em Buenos Aires, e logo a seguir, foi Fittipaldi a mostrar seu valor em Interlagos. Até ao final da temporada, o piloto brasileiro ganhou mais duas provas, e pontuou com regularidade, provando a eficácia do M23. Quando acabou o Grande Prêmio dos Estadios Unidos na quarta posição, não só Fittipaldi tinha alcançado o seu bicampeonato, mas também deu à McLaren algo até então inédito: tinham alcançado os títulos mundiais de pilotos e construtores. Para Denny Hulme e Teddy Mayer, os homens que tinham ajudado a manter a equipe unida após a morte de Bruce McLaren, quantro anos antes, era um sonho tornado realidade.

O carro campeão

Em 1975, houve novidades: a instalação de uma caixa de seis velocidades e mais algumas ajudas aerodinâmicas fizeram com que o carro melhorasse um pouco, mas não o suficiente para Fittipaldi bater os Ferraris de Niki Lauda e Clay Regazzoni. Contudo, o brasileiro alcançou o vice-campeonato, antes de no final da temporada sair rumo à Copersucar, o projeto que o irmão Wilson ajudara a montar na Formula 1.

A turma de 1974

Marlboro Team Texaco, com o McLaren-Ford M23, motor Ford Cosworth DFV 3.0 V8. Monoposto projetado por Gordon Coppuck e
John Barnard.
Especificações técnicas
Transmissão: Manual, Hewland FG400, 6 velocidades.
Suspensão dianteira Double wishbone, com amortecedores internos coilover.
Suspensão traseira, triângulo duplo. Trave do eixo: 62 pol. (157 cm)
Distância entre-eixos 101 pol (257 cm)
Motor Ford-Cosworth DFV2, 993 cc (182.6 cu in) 90° V8, naturalmente aspirado, montado no meio.
Peso: 575 kg (1,268 lb)
Pneus: Goodyear

O protótipo exposto

Fontes

https://www.mclaren.com/formula1/heritage/cars/1974-formula-1-mclaren-m23/

https://continental-circus.blogspot.com/2007/12/bolides-memorveis-mclarem-m23-1973-78.html?m=1

https://en.m.wikipedia.org/wiki/1974_Formula_One_season

https://en.m.wikipedia.org/wiki/McLaren_M23

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