F1 pode aumentar número de GPs na Europa e cogita provas em Mugello, Jerez e Ímola

Na semana passada, a Fórmula 1 divulgou a primeira parte de seu calendário para a temporada 2020, com oito GPs em seis países, todos na Europa. No momento, a categoria analisa o que pode ser feito no resto do ano com as provas em outros continentes mas, segundo Ross Brawn, as visitas da categoria ao velho continente podem não ficar restritos às corridas já anunciadas caso necessário.

Em entrevista ao site RaceFans, o diretor-esportivo da F1, Ross Brawn, afirmou que a prioridade no momento é garantir a realização de provas fora da Europa esse ano, mas não descartou fazer mais GPs por lá, se necessário.

O calendário original da F1 tem etapas em Singapura, Japão, Estados Unidos, México, Brasil e Abu Dhabi, marcadas para o segundo semestre, além da Rússia, prova europeia que pode receber mais uma rodada dupla em 2020. Entre os GPs adiados, Bahrein, Vietnã, China e Canadá também podem estar na disputa para receber uma prova.

Porém, algumas dessas etapas possuem grandes empecilhos que podem impedir a realização das provas. Três delas, Singapura, Azerbaijão e Canadá dependem de um tempo maior para preparar a pista por serem circuitos de rua e, enquanto a organização da etapa asiática não abre mão de fazer a prova com portões abertos, a prova de Montreal depende do clima, devido ao rigoroso inverno canadense.

Já nos Estados Unidos, o Circuito das Américas em Austin se tornou dúvida após a prefeitura local afirmar que a cidade dificilmente receberá eventos de grande porte em 2020. As outras duas provas no continente americano, no México e no Brasil, são incertezas devido ao momento enfrentado no combate à pandemia da Covid-19, com um grande aumento no número de casos.

Em meio à essas questões, Brawn afirmou que existe a possibilidade de fazer mais provas na Europa, e citou quais circuitos poderiam receber essas etapas extras.

“Não é o plano no momento, mas poderia ser”, disse Brawn. “Não estou dizendo que não vai acontecer, mas não é o plano. O Plano A são oito corridas na Europa, e esperamos que, no período seguinte, possamos definir quais vão ser as nossas corridas fora do continente”.

“O modelo para essas corridas europeias, uma vez que elas serão sem público, é bem diferente do modelo usado no passado. Então isso significa que há margem para ir para outros lugares. Mugello, Ímola, Hockenheim, Jerez. Há vários lugares que são possibilidades e vamos analisar isso”.

As quatro pistas mencionadas por Brawn tem grande história dentro do esporte a motor, apesar de Mugello nunca ter recebido a F1. Já Jerez foi sede do GP da Espanha em quatro edições e Ímola recebeu o GP de San Marino por mais de 20 anos, apesar de não fazer parte do calendário desde 2006.

Hockenheim recebeu a F1 no ano passado para o GP da Alemanha, um dos melhores da temporada 2019, mas não estava nos planos iniciais da categoria para 2020 e passou a ser considerada como opção após os problemas na montagem do novo cronograma.

Fonte Motorsport

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