F1 revela planos para novo calendário da temporada 2020

As dez primeiras etapas da temporada 2020 da Fórmula 1 foram impactadas pela pandemia da Covid-19, com o golpe mais recente sendo o cancelamento do GP da França na manhã desta segunda. Os planos para a retomada da temporada contam com o GP da Áustria acontecendo em 05 de julho com portões fechados, e um número reduzido de pessoas no paddock, para cumprir as restrições do país.

Nesta segunda, o CEO da F1, Chase Carey, divulgou um comunicado confirmando que os planos da categoria para o novo calendário é de fazer corridas na Europa, Ásia e América antes de finalizar o ano no Oriente Médio.

As etapas europeias deverão acontecer entre julho e setembro – inicialmente com portões fechados – antes de prosseguir para a Ásia e a América. Bahrein e Abu Dhabi fechariam a temporada, em dezembro.

“Apesar da notícia do cancelamento do GP da França nessa manhã, estamos cada vez mais confiantes com o progresso de nossos planos para iniciar a temporada no verão”, disse Carey. “Temos como objetivo iniciar as corridas na Europa em julho, indo até setembro, com a primeira prova na Áustria, entre 03 e 05 de julho”.

“Em setembro, outubro e novembro pretendemos correr na Eurásia, Ásia e América, finalizando a temporada no Golfo em dezembro, com o Bahrein seguido de Abu Dhabi, fazendo uma temporada com 15 a 18 provas”.

“Nós publicaremos nosso novo calendário assim que possível”.

Os comentários de Carey seguem o objetivo anterior de um calendário com 15 a 18 corridas, mas oferece mais informações em termos de locais. Para ter um mundial, a temporada da F1 precisa realizar um mínimo de oito provas em três continentes ao longo do ano.

Carey confirmou que as primeiras provas do calendário acontecerão sem a presença dos fãs, mas que espera que as restrições governamentais sejam relaxadas ao longo do ano para permitir a presença dos fãs.

“As primeiras corridas devem acontecer sem fãs, mas esperamos que eles possam integrar nossos eventos ao longo do calendário”, disse Carey.

“Ainda precisamos lidar com assuntos como os procedimentos para as equipes e nossos parceiros entrarem e operar em cada país. A saúde e segurança de todos os envolvidos continuarão sendo nossa prioridade e só vamos seguir em frente se tivermos a confiança de que esses processos são confiáveis para lidar com os riscos”.

“A FIA, equipes, promotores e outros parceiros estão trabalhando conosco nesses passos e queremos agradecê-los por todo o apoio e esforços durante esse período desafiador”.

“Também quero reconhecer o fato das equipes estarem nos apoiando ao mesmo tempo que eles estão fazendo enormes e heroicos esforços para construir respiradores ajudando no combate à Covid-19”.

Carey está mantendo conversas com as equipes e a FIA sobre os planos para salvar as equipes frente ao impacto econômico que a pandemia criará. Há uma movimentação para reduzir o teto orçamentário, podendo cair para cerca de 560 milhões de reais (de 980 milhões no valor original) para manter o esporte mais sustentável.

Carey afirmou que os planos saídos das discussões vão ajudar a “fortalecer o futuro a longo prazo da F1” e “tornar um negócio mais saudável para todos os envolvidos, particularmente enquanto lidamos com os problemas criados pela pandemia”.

Carey acrescentou: “Todos os nossos planos são obviamente sujeitos à mudanças, já que ainda temos muitas questões para lidar, além da própria situação do vírus. Queremos que o mundo volte a ser o que era, mas reconhecemos que isso precisa ser feito de modo certo e seguro”.

“Esperamos fazer nossa parte em tornar o ambiente seguro novamente para nossos fãs poderem compartilhar o clima da F1 com suas famílias, amigos e a comunidade”.

Fonte Motorsport

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