História – Hermanos Rodríguez (1ª Parte)

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O Garoto Repentino

No esporte a motor, ao longo dos anos, um volume enorme de expectativa foi depositado sobre ombros jovens apenas para serem desperdiçados quando o talento amadurece sem se evidenciar em conquistas – como Amon e Jarrier – ou, mais doloridamente, quando a morte precoce abrevia uma promissora carreira; jovens pilotos de corrida que pareciam ter tudo pereceram antes que seu potencial pudesse ser de fato ser percebido, deixando para trás apenas pensamentos do que poderia ter sido. Pensa-se isso de pessoas como Chris Bristow, morto em Spa em 1960, ou Stefan Bellof, que morreu no mesmo circuito um quarto de século depois, ou Tony Brise, cuja vida foi perdida no acidente de um pequeno avião que também reclamou a vida do grande Graham Hill e outros membros da equipe em 1975.

Há todos os motivos para crer que cada um desses três teria alcançado as alturas. E nessa trágica estirpe encontramos um exemplo notável em Ricardo Valentin Rodríguez de la Vega, que encontrou seu fim em 1º de novembro de 1962, quando contava imberbes 20 anos, alguém que entrou para a História como o mais jovem piloto a encontrar a morte num acidente em um carro de F1. Irmão mais novo de Pedro (também morto num carro de corrida em 1971), Ricardo era rotineiramente descrito como “um prodígio”, e isso não era nada exagerado.

Numa única sentença, para lhe servir de resumo, diga-se: em sua estreia na Fórmula 1, no ano de 1961 – a bordo de uma Ferrari em plena Monza, ou seja, bobagem falar em “pressão” – Ricardo Rodríguez, ainda a cinco meses de seu aniversário de 20 anos, se classificou na grelha em segundo lugar.

Em 1958, aos 16 anos, ele planejava fazer parceria com Pedro em Le Mans, mas o Automobile Club de l’Ouest recusou sua inscrição por motivos de idade. Em 1959, porém, os irmãos Rodríguez realmente dividiram um OSCA 750 nas 24 Horas e no ano seguinte, dividindo uma Ferrari 250 TR da equipe NART com André Pilette, Ricardo ficou em segundo lugar atrás da Ferrari de fábrica de Gendebien e Frère.

Luigi Chinetti, fundador do NART e amigo de longa data de Enzo Ferrari, acreditava firmemente nos irmãos Rodríguez, e não apenas por causa da rica generosidade de papa Pedro Rodríguez. Ricardo foi justamente considerado o mais naturalmente talentoso dos dois irmãos, e Chinetti persuadiu a Ferrari de que ele era um campeão mundial em formação. Em Le Mans, em 1961, os irmãos correram com força numa Testa Rossa da NART contra Phil Hill e Gendebien numa Ferrari de fábrica e lideravam a prova quando abandonaram depois de 15 horas.

Sob o Brilho Vermelho

Se houvesse alguma coisa que fizesse o Comendador esfregar suas mãos em antecipação, era um jovem aguerrido ameaçando as estrelas estabelecidas. E no Grande Prêmio da Itália – onde Enzo tradicionalmente entrou com um pelotão de carros – o jovem Rodríguez foi indicado para pilotar ao lado de Phil Hill, Wolfgang von Trips, Richie Ginther e Giancarlo Baghetti. Não importa que o carro de Ricardo tivesse um motor V6 de 60 graus menos potente (comparado com a nova versão de 120 graus): na qualificação o prodígio mexicano foi derrotado apenas por von Trips.

No dia da corrida, Rodríguez abandonou com falha de motor depois de apenas 13 voltas e Hill foi a única Ferrari a terminar a prova, vencendo a corrida e conquistando o Campeonato Mundial, já que von Trips – seu único rival na tabela do Mundial – foi morto em um horrendo acidente logo na segunda volta. “Foi um começo difícil para a carreira de Ricardo na F1“, disse Jo Ramirez, amigo íntimo de Ricardo. “Ele se dava muito bem com von Trips, que sempre foi gentil com ele e até lhe deu alguns conselhos – o que o surpreendeu, porque pilotos seniores nem sempre são assim! Ele ficou terrivelmente chateado quando Wolfgang morreu…

Ramirez, 20 meses mais velho que Rodríguez, ainda estava no México nessa época. Os dois haviam se encontrado em reuniões de kart, mas enquanto um tinha muito dinheiro o outro não tinha nenhum. No final de 1961, Jo prometera ir para a Europa para de alguma forma encontrar trabalho nas corridas de carro, no ano seguinte, trabalhava como funcionário da Ferrari – não remunerado, apenas ganhando uma ajuda de custo para acomodação e alimentação – e estava assim em todas as corridas na temporada de 1962 com Ricardo e a efervescente Sarita Cardoso (casada com Ricardo desde Julho de ’61). A primeira das provas que assistiu foi o enduro da Targa Florio, que Rodríguez venceu, dividindo uma Dino 246 com Gendebien e Mairesse.

Durante a temporada de ’61 – a primeira da F1 com motores de 1,5 litro – a Ferrari dominou com a sua clássica V6 “Naso di Squalo“, mas o ano seguinte foi bastante diferente. Nas corridas de carros esportivos, a Ferrari permanecia sendo o carro a ser derrotado, mas nas corridas de Grande Prêmio – ainda com seus carros essencialmente inalterados em relação ao ano anterior – foram superados pelo chassi superior dos britânicos e pelos novos motores V8 da BRM e da Coventry-Climax. Para piorar as coisas, durante o verão de 1962, a Ferrari sofreu com greves ocasionais, o que fez com que sua inscrição fosse retirada em algumas corridas. Além de tudo isso, Enzo Ferrari ainda persistia em sua prática de contratar mais pilotos do que os carros que tinha disponíveis, e ainda (também) gostava de colocar seus ases uns contra os outros, de modo que o líder da equipe – o atual campeão mundial Phil Hill – era o único a ter uma chance certa num cockpit da Ferrari no próximo Grande Prêmio. Rodríguez se dava bem com todos os seus companheiros de equipe, mas o ambiente certamente não era o mais estável para o crescimento de um novato.

Além disso, um manto de tristeza havia pairado sobre a temporada de 1962, com a aposentadoria precoce de Stirling Moss em consequência dos graves ferimentos decorrentes de seu acidente no Glover Trophy em Goodwood, na segunda-feira de 23 de Abril. “Nesse mesmo dia“, disse Ramirez, “Ricardo estava correndo em Pau e terminou em segundo lugar com Maurice Trintignant, que dirigia, assim como Moss, uma Lotus de Rob Walker. Ele estava feliz com o resultado conseguido, mas assim que ouviu as notícias sobre o acidente e o subsequente coma de Stirling, a quem ele adorava, perdeu seus motivos para festa. Isso o deixou muito triste – além de qualquer outra coisa, ele adorava a ideia de correr contra o inglês.” Moss era, sem dúvida, o piloto de maior estrela entre todos os grandes nas pistas daquela época.

Ricardo Rodríguez e Moss em Sebring.

A Confiança de Um Campeão

Jo continua: “Ricardo era um menino cheio de charme – uma daquelas pessoas que simplesmente se dão bem com todo mundo. Ele estava sempre de bom humor, sempre rindo. Lógico que ele ficaria chateado se ele não terminasse uma corrida, mas depois ele estaria na festa. Ele com certeza viveu a vida ao máximo – enquanto Pedro era muito mais introvertido, e realmente não era de formar amizades muito sólidas com outros pilotos, Ricardo era amigo de todos – inclusive de Jim Clark, de quem ele gostava muito. Ele tinha bons relacionamentos com seus companheiros de equipe, com quem se sentia bastante desinibido, ou seja, nenhum pouco intimidado – ele tinha certeza de que era mais rápido do que eles.”

O garoto tinha bons motivos para se sentir assim. A Ferrari pode ter saído do ritmo em 1962, mas em Spa – um circuito novo para ele – Rodríguez correu toda a corrida em companhia de Hill, que era renomado por lá e venceu a corrida no ano anterior. Eles terminaram em terceiro e quarto, com Ricardo, de acordo com seu amigo Ramirez, observando uma ordem para terminar atrás do líder de equipe. Em Nürburgring ele também se destacou: seu carro lhe permitiu que ele terminasse apenas em sexto lugar, mas durante todo o fim de semana ele foi confortavelmente o piloto mais rápido da Ferrari. Indubitavelmente, grandes qualidades se podia ver nele.

Spa ’62.

 

A bravura de Rodríguez – aliás, sua falta medo – preocupou muitos de seus colegas, algo à semelhança de Chris Bristow alguns anos antes. “Gostava muito de Ricardo”, disse Hill, “e achava que ele tinha um tremendo talento – mas também pensava:Se ele viver, ficarei surpreso…‘” Até mesmo Enzo Ferrari, apesar de toda sua implacável disposição para pressionar seus pilotos, professava preocupação com o jovem. Em suas memórias – não por nada intituladas Minhas Terríveis Alegrias – ele escreveu: “Creio que se ele aprender a controlar seu entusiasmo para refinar seu estilo, ele poderá experimentar um tremendo sucesso. Eu disse a ele: ‘Ricardo, vou ser franco com você. Você só será o grande piloto que deseja ser se aprender o controle. Se não, eu não posso dizer por quanto tempo seu talento para a improvisação continuará a lhe salvar.Ricardo me deu aquele sorriso de criança que cresceu rápido demais e disse que sim, que havia entendido a mensagem. Mas eu estava preocupado. Eu sabia que ele estava sendo comido vivo por uma ambição cega, que ele estava perigosamente ansioso. E eu também sabia que sua família estava estimulando sua ambição, em vez de tentar resfriá-la – na verdade, escrevi para o pai dele sobre isso.” Provavelmente isso teve pouco efeito. Hill certa vez me contou como ficou surpreso com o comportamento dos dois pais de Rodríguez: em sua ambição cega para com o filho: “Parecia nunca passar pela cabeça deles que o menino poderia se machucar.

Ramirez concorda: “Don Pedro era um personagem muito dominante e completamente destemido quando se tratava de seus filhos, mas a mãe de Ricardo provavelmente era ainda pior do que seu pai. Ela acenava com um lenço para ele toda vez que ele passava – e sempre gritavaMais rápido, mais rápido, mais rápido!

De relatos contemporâneos, Don Pedro aparece como uma figura sombria, e Ramirez admite que nunca soube exatamente de onde vinha todo o dinheiro. “Ele tinha muitos negócios e muitas terras em Acapulco … as pessoas diziam que ele também tinha uma cadeia de bordéis na Cidade do México… certamente ele tinha boas ‘conexões’, digamos assim! Não havia dúvida, porém, a respeito de sua prodigalidade para com seus filhos, era certo que ele estava preparado para gastar o que fosse necessário para ajudá-los em suas carreiras.

Tristemente, o destino reservaria a Ricardito a glória de duas vitórias em competições internacionais, ambas em 1962: a Targa Florio e a última nos 1000Km de Paris em Montlhéry, fazendo dupla com seu irmão Pedro a bordo de uma 250GT da equipe NART.

A última corrida de Rodríguez pela Ferrari foi o Grande Prêmio da Itália, um ano após sua estreia na F1, mas dessa vez as 156 ‘Naso di Squalo‘ só ofereciam ao grid o brilho de sua beleza visual pois em matéria de competição já estavam bem ultrapassadas. Naquele fim de semana em Monza, Ricardo ficou sabendo que a equipe não iria mais participar de corridas em 1962, incluindo não apenas Watkins Glen e East London, as duas últimas rodadas do Mundial, mas também o primeiro evento não-campeonato na Cidade do México. Perturbado com o pensamento de não poder correr em seu próprio país, Rodríguez se aproximou de Rob Walker, que prontamente concordou em deixá-lo pilotar o seu Lotus 24.

Ricardo estava tão cheio de entusiasmo“, disse Ramirez, “para correr em sua pista em casa, na frente de seu próprio público. Lembro-me de levá-lo ao aeroporto em Milão – lamentava não poder voltar com ele, mas na época eu não conseguia pagar a tarifa.

Nós estávamos falando sobre o futuro, e ele disse o quanto estava ansioso para dirigir o carro de Rob. Como todo mundo, ele realmente gostava de Rob porque ele era um verdadeiro cavalheiro, e ele não tinha certeza sobre o que iria acontecer com a Ferrari – ele realmente não ficou muito encantado com o seu primeiro ano em Maranello, porque havia muitos problemas com a política dentro da equipe. Eu pensava que Ricardo iria deixar a Ferrari e pilotaria para Rob em 1963, mas eu lembro que ele disse: “Seja lá o que eu for fazer, não se preocupe, você virá trabalhar na minha equipe.

Monza ’62.

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O Adeus Antes do Auge

O circuito na Cidade do México naquele tempo ainda se chamava Autódromo Magdalena Mixiurca. O domingo da corrida seria um 4 de Novembro, com dois dias de treinos previstos como era o costume. Mas como o circuito era novo para todos (exceto Rodríguez), mais um dia de testes foi organizado para a quinta-feira. Para a ocasião, Ricardo usava um capacete cinza-prateado ao invés de seu característico casco amarelo-modena com o emblema da Ferrari e a bandeira do México nas laterais.

Embora a Lotus de o Walker fosse uma 24, e não a 25 com seu revolucionário chassi-monocoque 25 (que quase venceria o Mundial nas mãos de Jim Clark em East London), Ricardo ficou absolutamente arrebatado com o carro, achando-o superior em todos os aspectos à Ferrari com a qual havia corrido durante toda a temporada. Na maior parte daquele quente 1º de Novembro, Ricardo foi o mais rápido, e de acordo com o testemunho de Frank Faulkner, foi o único piloto a encarar a temível curva Peraltada de pé embaixo. Jack Brabham, disse Faulkner, era um dos muitos que não conseguiam se entender direito com a curva, tamanha a ondulação da pista naquele trecho: “Você pensa: ‘Isso é ridículo, passar por uma curva dessa tão devagar – da próxima vez eu enfio o pé’. Mas da próxima vez – e em todas as vezes – você não consegue, porque você esterça e nada acontece…” Ponto da pista por demais acidentado, era uma curva de arco longo com 29 graus de inclinação e exigia não só um arranjo perfeito para lidar bem com a superfície da pista mas também um piloto incrivelmente temerário.

Por volta de quinze pras cinco da tarde, Rodríguez era (com boa folga) dono do melhor tempo. E achando que o dia de testes já terminara, havia até guardado o seu fato de corrida; foi visto no pitlane com a vestimenta de um civil conversando com seus mecânicos sobre uma melhoria na carburação do motor Conventry-Climax. Estava prestes a sair do circuito com a esposa Sara e a intenção de ir imediatamente prestigiar o coquetel organizado para dar as boas vindas aos pilotos estrangeiros quando o inglês John Surtees, também ao volante de uma Lotus 24 (inscrita por Reg Parnell), marcou um tempo um pouco mais rápido que o de Ricardo. “Aquilo realmente não deveria ter importado“, disse Ramirez. “Era só um dia de testes. Aparentemente, porém, o pai de Ricardo disse: ‘Não, não, você tem que ser o mais rápido – volte para o carro.’ Conhecendo o pai dele como conheci, não me é nada difícil acreditar nisso.”

Ricardo pediu paciência a Sara e com um beijo lhe disse que voltaria logo.

1º de Novembro de ’62: marcante momento em que Ricardo Rodríguez, assistido pelo irmão Alejandro, beija a mão do pai antes de sair pra pista. Ele não voltaria com vida.

Foi assim que Rodríguez, depois de fazer o sinal da cruz e beijar a mão do pai uma última vez, saiu de novo para a pista e, logo ao final de sua volta de aquecimento, perdeu o controle na Peraltada. “Um amigo meu – Roberto Ayala – estava lá naquele dia“, disse Ramirez, “e ele me telefonou quase que imediatamente, muito abalado porque tinha visto a coisa toda. Parece que Ricardo acabou por tocar o guard-rail do lado de fora da curva, ricocheteou para a pista batendo na barreira interna e depois voltou para o lado de fora – onde o carro entrou debaixo do guard-rail ejetando o piloto que quase foi cortado ao meio ao ser prensado entre o windscreen do carro e o guard-rail. Meu amigo estava lá e correu para ajudar, e ele me disse que Ricardo estava implorando: ‘Por favor, não me deixe morrer’, mas não havia nada que se pudesse fazer, e na verdade ele morreu assim que foi posto na ambulância. Terrível…

A causa do acidente gerou imensa controvérsia. Ramirez comenta: “Algumas pessoas disseram que a suspensão havia quebrado, mas nunca saberemos. Certamente a pista era muito acidentada, e logo antes de onde ele perdeu o controle havia um pouco de ondulação, e eles disseram que quando Ricardo passou por lá algo estilhaçou no carro. Quem sabe? Não importava, não é mesmo? O fato era que ele se foi…

O México inteiro ficou de luto, pois o jovem Rodríguez era considerado um herói nacional e, pouco antes de sua morte, foi declarado o atleta do país naquele ano. Uma grande multidão fez parte dos que o velaram e até o presidente Adolfo López Mateos compareceu para prestar homenagens. No rescaldo da tragédia, houve alguns desentendimentos, gerados por Don Pedro Rodríguez, que foi citado no Paris Match dizendo que a Lotus de Walker foi responsável pela morte de seu filho. Rob, tendo sido assegurado por seu lendário mecânico Alf Francis de que nada havia quebrado no carro, estava extremamente zangado e revelou isso em suas memórias: “Ricardo foi o primeiro piloto a morrer em um dos meus carros e isso foi bastante traumático para mim. Alf assegurou-me que o acidente fora causado por erro de pilotagem e isso foi confirmado pelos escrutinadores, que examinaram os destroços com muito cuidado e não encontraram evidências de falha mecânica. Eu acho que Ricardo foi simplesmente traído pela intensa emoção da situação, e ele estava levando em extremo um carro que era notoriamente difícil de pilotar perto do limite.

Walker continua o relato:  “Naquela época, eu tinha uma cobertura substancial de seguro de vida para todos os meus pilotos e, por motivos fiscais, políticas foram criadas para compensar a perda dos serviços do piloto. Eu poderia então passar o dinheiro para o parente mais próximo, isento de impostos, a meu critério. Eu disse a Don Pedro que, a menos que ele retratasse essa acusação, eu manteria o dinheiro do seguro. Claro que ele se retratou imediatamente.

Don Pedro tinha muitos amigos em lugares importantes no México e, embora tivesse ficado muito rico, comportou-se da maneira mais grosseira com a viúva de Ricardo, Sarita, a quem ostracizou completamente após a morte de Ricardo, deixando-a absolutamente sem nenhuma assistência. Deve ter irritado muito Papa Rodríguez quando paguei o dinheiro do seguro a Sarita, e não a ele. Ela era uma grande amiga nossa, uma garota espetacularmente bonita que adornava nosso pit sempre que corríamos no México nos anos seguintes…

É verdade”, disse Ramirez, “a família se comportou terrivelmente com Sarita depois da morte de Ricardo. Foi horrível. Eu gostava muito de Sarita – ela era uma garota muito legal e divertida, totalmente obcecada por Ricardo. É difícil entender como eles puderam tratá-la tão mal pois aquela moça amava muito o filho deles. Sarita morreu há alguns anos atrás. Foi uma história muito triste. Eu a vi no Grande Prêmio do México ano após ano… no final da vida, ela estava completamente destituída.

Na quinta-feira, 1º de novembro de 2012, Jo estava entre os presentes em uma cerimônia simples para lembrar a vida de Ricardo Rodríguez. “Todos nos reunimos na Peraltada, a curva onde ele perdeu a vida, e às 17:08 – exatamente a hora do acidente – tivemos um minuto de silêncio e depois caminhamos os últimos 200 metros para completar simbolicamente sua última volta…

Mesmo agora, cinquenta anos depois, ainda parece tão triste. Ricardo nem viveu para ver seu aniversário de 21 anos, mas ele fez mais em sua vida do que pessoas de três a quatro vezes a sua idade. Aqueles de nós que o conheciam, que eram próximos a ele, acreditavam que ele seria um dos maiores – ele era tão talentoso –, mas todos nos perguntávamos se ele viveria o suficiente…

 

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