O primeiro campeão

As competições automobilísticas na Europa começaram no início do século XX com a disputa dos Grande Prêmios, e tiveram grandes competições e pilotos, como Tazio Nuvolari e Achille Varzi.

Com a eclosão da 2ª Guerra Mundial todas as competições esportivas foram suspensas. Após o término da guerra, para 1950, os dirigentes da CSI, órgão responsável pelo esporte a motor resolve estabelecer um novo campeonato, seria o 1º Campeonato do Mundo de Pilotos, e a categoria passaria a ser chamada de Fórmula Um. Conceberam um campeonato que teria seis corridas na Europa e uma nos Estados Unidos – as 500 Milhas de Indianápolis – e consideraram que assim seria um “campeonato mundial” – mesmo que carros e pilotos que competiam em Indianápolis fossem completamente diferentes dos da Europa.

A primeira corrida desse campeonato foi definida para acontecer na Inglaterra, no circuito de Silverstone, em 13 de maio de 1950.

Como ainda havia muita escassez e crise econômica, rescaldos da guerra, os carros eram todos anteriores ao conflito bélico, ou seja, fabricados em sua maioria na década de 1930. A Alfa Romeo com seus Alfettas – os mais competitivos da época – participariam; também confirmaram presença a Ferrari, Maserati,  “Voiturettes” ERA e carros esportivos modificados, como os Talbots. Não obstante, a Ferrari não conseguiu aprontar seus carros a tempo.

A prova teve um público estimado em 100 mil pessoas.

Nessa prova inaugural da que viria a ser a maior categoria do automobilismo mundial, o vencedor foi um italiano, então com 43 anos de idade, pilotando um carro da equipe SA Alfa Romeo, com o chassi Alfa Romeo 150 e motor Alfa Romeo L8c, usando pneus Pirelli; seu nome: Giuseppe Farina.

Giuseppe Antonio Farina, conhecido como “Nino” Farina nasceu em Turim, Itália, em 30 de outubro de 1906. Era membro da família que mais tarde fundou a marca Pininfarina (o seu fundador, Giovanni Battista, era seu tio), sua família era abastada. Foi para a universidade e tirou uma licenciatura em Ciência Politica na Universidade de Turim. Chegou a considerar uma carreira militar, mas em 1932, aos 26 anos, decidiu que iria abraçar uma carreira automobilística.

Começou sua carreira de piloto de carros de corrida no Grand Prix Motor Racing pela Maserati na década de 1930, transferindo-se a seguir para a Alfa Romeo onde foi o segundo piloto de Tazio Nuvolari. Venceu o campeonato italiano de pilotos em 1937, 1938 e 1939 e provas como o Grande Prêmio da Líbia em Trípoli em 1940 e o Grande Prêmio de Mônaco em Montecarlo em 1948. Nessa época começa a alcançar bons resultados, e também a ganhar reputação de ser um piloto rápido, sem medo, mas muito agressivo. Em 1936, foi considerado por muitos como o culpado pelo acidente mortal de Marcel Lehoux, no GP de Deauville, e dois anos depois, em Trípoli, envolveu-se no acidente mortal de Lazlo Hartmann. Esses comentários se alastraram tanto, mesmo após a sua morte, que Enzo Ferrari, na sua autobiografia de 1983, “Piloti, che gente…”, dedicou bom espaço para desmentir categoricamente esses rumores.

Para o primeiro campeonato mundial de Fórmula 1 a Alfa Romeo montou uma equipe arrasadora, com Farina,  Juan Manuel Fangio, Reg Parnell e Luigi Fagioli que com o modelo Alfetta 158 dominou a temporada de 1950 com seis vitórias em sete possíveis, três com Farina e outras três com Fangio. Ao final a somatória de resultados daria o título ao italiano que atingiu o ápice de sua carreira já que seus melhores anos foram perdidos por causa da Segunda Guerra Mundial.

Em 1951 foi para a Ferrari, onde foi companheiro de Alberto Ascari.

Vitórias na Fórmula 1

  • Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 1950, em Silverstone
  • Grande Prêmio da Suíça de 1950, em Bremgarten
  • Grande Prêmio da Itália de 1950, em Monza
  • Grande Prêmio da Bélgica de 1951, em Spa-Francorchamps
  • Grande Prêmio da Alemanha de 1953, em Nürburgring

Outras categorias

24 Horas de Spa

Em 1936 competiu nas 24 horas de Spa, pela Ferrari, com um carro Alfa Romeo 8C 2900A, e em 1953, também pela Ferrari, com um Ferrari 375 MM Pininfarina Berlinetta.

24 horas de Le Mans

Participou das 24 Horas de Le Mans em 1953, pela Ferrari.

Mille Miglia

Teve sete participações na Mille Miglia: em 1934, pela Scuderia Subalpina, com um Alfa Romeo 6C 1750, classe T2.0; pela Ferrari em 1936, 1937, com Alfa Romeo 8C 2900A, classe +2.0c em 1936 e S+2.0 em 1937; em 1938 pela Alfa Corse, com Alfa Romeo 8C 2900B, classe S3s/4.5; em 1940 com um Alfa Romeo 6C 2500 SS classe 3.0; em 1953 pela Ferrari, com Ferrari 340 MM Touring Spyder classe S+2.0; em 1954 pela Ferrari, com Ferrari 375 Plus, classe S+2.0.

Na Carrera Panamericana, no México em 1952, correu pela equipe Scuderia Guastella, com um Ferrari 340 Mexico Vignale Spyder, classe S.

Tentou participar duas vezes das 500 Milhas de Indianápolis: em 1956 pela equipe Bardahl, com motor Ferrari e chassi Kurtis Kraft, mas não se classificou; e em 1957 pela Giuseppe Farina Racing, com motor Offenhauser e chassi Kurtis Kraft, apenas participou de treinos.

Resultados na Fórmula 1

A sua carreira na Formula 1: 34 Grandes Prêmios, em seis temporadas(1950-55), cinco vitórias, cinco pole-positions, cinco voltas mais rápidas, vinte pódios, 115,33 pontos no total. Campeão do Mundo de Formula 1 em 1950.

Fonte: Wikipédia

Em 1953 tinha 47 anos e continuava a correr, mas a idade já pesava sobre ele. Em 1954, volta a ser primeiro piloto da Ferrari, e acaba em segundo lugar no GP da Argentina, na primeira prova do ano. Contudo, dois acidentes graves, primeiro nas Mille Miglia, onde teve alguns ferimentos, e depois em Monza, numa prova de carros esporte, uma peça solta perfurou o tanque de gasolina, fazendo com que o cockpit ficasse imerso em chamas. Farina queimou-se bastante e a sua recuperação levou quase seis meses, não completando o resto da temporada.

Habilitação para dirigir de Farina

Em 1955, ainda convalescendo, volta à competição, no GP da Argentina, a base de injeções de analgésico para diminuir a dor. Mesmo assim, termina em segundo lugar. Neste ano,no circuito de Spa-francochamps, na Bélgica Farina termina a corrida na terceira posição. Foi a última da sua carreira, pois as sequelas das queimaduras afetaram Farina durante o resto do ano. Aliado ao peso da idade, diminuiu seu envolvimento com as corridas, e dedicou-se mais à venda de automóveis em Turim.

Foi dublê do  ator francês Yves Montand, que interpretava o personagem Jean Pierre Sarti, piloto de Fórmula 1, que dizem ter sido inspirado no próprio Farina, no mítico filme Grand Prix, de John Frankenheimer, de 1966.

Anos depois, Juan Manuel Fangio disse acerca dele: “Ele era estranho. Nunca foi visitar um corredor ferido. Quando eu fui visita-lo no hospital, ele me perguntou o porquê da minha visita. Disse que sentia muito por ele e que queria vê-lo bem. Ele me respondeu que eu deveria estar feliz, pois era um a menos a enfrentar na corrida seguinte. Na pista, era um louco.”

Morreu em 30 de junho de 1966, aos 59 anos, num acidente fora das pistas de corrida, quando estava a caminho para ver o GP da França, perto de Chamberry, onde perdeu o controle do seu Lotus-Cortina e bateu num poste telefônico, tendo morte instantânea.

Fontes:

.http://collectorstudio.com/driver/giuseppe-farina/

https://www.formula1.com/en/drivers/hall-of-fame/Nino_Farina.html

http://www.grandprix.com/gpe/drv-fargiu.html

http://forix.autosport.com/8w/farina.html

https://pt.wikipedia.org/wiki/Giuseppe_Farina

https://continental-circus.blogspot.com/2008/10/o-piloto-do-dia-nino-farina.html

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