Renault

Renault R.S.19

Renault_F1_Team

História

Começo

A Renault estreou-se na Fórmula 1 no GP da Grã-Bretanha de 1977 com o piloto francês Jean-Pierre Jabouille. A empresa francesa marcou seus primeiros e únicos quatro pontos em 1978 com Jabouille no GP dos Estados Unidos. No campeonato de 1979, além de Jabouille, a equipe contou com o piloto René Arnoux. Nesta temporada, a equipe conquistou a primeira vitória na Fórmula 1 no GP da França com Jabouille e para completar a festa com Arnoux em 3º lugar. Em 1981, a equipe contou com o piloto Alain Prost. Na temporada de 1982 no GP da França. a Renault obteve a primeira vitória com dobradinha: Arnoux (vencedor) e Prost (2º colocado). A temporada de 1983, tanto Prost e a Renault ficaram com o vices no campeonato de pilotos e de equipes respectivamente. Também no campeonato de 1983, a empresa francesa forneceu motores para a equipe Lotus, Ligier em 1984 e Tyrrell em 1985 e que marcou a despedida da empresa francesa como equipe, porém continuou fornecendo motores para as três equipes citadas até 1986. Ainda em 1985, a equipe de Viry-Châtillon obteve a primeira vitória como fornecedora e foi no GP de Portugal com Ayrton Senna.

Fornecedora de Motores

Retornou a Fórmula 1 em 1989, fornecendo motores para a equipe Williams. Dessa união conquistaram 5 títulos de construtores (1992, 1993, 1994, 1996 e 1997) e 4 títulos de pilotos, com Nigel Mansell (92), Alain Prost (93), Damon Hill (96) e Jacques Villeneuve (97). A Renault forneceu motores também para as equipes Ligier (1992 a 1994) e Benetton (1995 a 1997), conquistando o mundial de pilotos com Michael Schumacher e o de construtores no ano de 95, ambos com a Benetton. Retirou-se mais uma vez das pistas no final de 1997.

A volta como equipe

No início de 2000, a Renault anuncia a sua volta para a Fórmula 1, através da compra da equipe Benetton, mas mantendo o nome da equipe por mais uma temporada. 17 anos depois, na temporada de 2002, a Renault volta a ter uma equipe oficial na Fórmula 1 e tendo como pilotos: Jarno Trulli e Jenson Button. Em 2003, contrata o piloto Fernando Alonso para o lugar de Button. Alonso conquista a primeira vitória na carreira e duas poles da equipe após seu retorno a Fórmula 1, tornando o mais jovem piloto a obter uma vitória e uma pole na história da categoria até então.

Os anos de ouro da equipe francesa começaram no campeonato de 2005 obtendo 8 vitórias e 7 poles e a conquista do desejado primeiro título de construtores na sua história como equipe oficial e o de pilotos com Fernando Alonso. Em 2006 a equipe repetiu o feito apesar da grande dificuldade de superar os carros da equipe Ferrari que recuperaram desempenho comparado a 2005.

A partir de 2007, a equipe Renault perdeu o patrocínio da fabricante japonesa de cigarros Mild Seven, em parte pelas leis de proibição de patrocínio de cigarros, passando a ser o grupo financeiro holandês ING, que é avaliado em 71,3 bilhões de euros, o principal investidor da equipe. A equipe perdeu a clássica cor amarelo azul passando para as azul e laranja nesta temporada.

Após a decepcionante temporada anterior, a Renault traz para 2008, o bicampeão Fernando Alonso, retornando a equipe, e o estreante Nelson Ângelo Piquet. O R28, modelo preparado para temporada, enfrentou muitos problemas aerodinâmicos e no motor, parecidos com o R27 na primeira metade do campeonato. Mas na 2ª fase do campeonato, a equipe não só melhorou, como conseguiu duas vitórias e um 2º lugar com Alonso e um 2º com Nelsinho Piquet.

Para a temporada de 2009, a dupla foi mantida, mas os resultados não foram melhores, Alonso obteve apenas o 3º lugar em Singapura como melhor resultado da equipe no ano. Piquet não pontuou, e foi substituído na décima primeira etapa, pelo piloto de testes da equipe, o francês Romain Grosjean, que até o momento disputava o campeonato de GP2 Series. Sem poder testar antes de correr, Grosjean também foi mal e não pontuou em nenhuma das provas restantes, deixando os pontos da equipe a cargo de Fernando Alonso.

Polêmica

Em setembro de 2009, o piloto Nelson Angelo Piquet, após ser demitido da Renault, trouxe a público a denúncia de que a batida que deu com seu carro durante o GP de Singapura de 2008, ocorreu a pedido da direção da equipe, de maneira a que a entrada do pace-car na pista e da bandeira amarela no circuito favorecessem o primeiro piloto da equipe e bicampeão mundial, Fernando Alonso, que acabou vencendo a prova.

Em 21 de setembro de 2009, após confirmar as denúncias, a FIA baniu o diretor da equipe, Flavio Briatore, da Fórmula 1 indefinidamente, e aplicou uma restrição sob condicional de dois anos à Renault, podendo a suspensão ser aplicada imediatamente caso ela cometa qualquer outra infração até a temporada de 2011.

No dia 24 de setembro, o banco holandês ING, principal patrocinador da equipe, anunciou a rescisão do contrato com a Renault. A empresa considerou que a conduta dos dirigentes foi muito grave e poderia afetar a imagem dos patrocinadores.

A venda e a nova fase da equipe

Ao fim de 2009, a Renault vendeu a parte majoritária de sua equipe para um grupo de investimentos de Luxemburgo, a Genii Capital. Entretanto, a montadora ainda permaneceu com 25% da equipe e com o fornecimento de motores para a categoria, que foi confirmando quando a Red Bull Racing anunciou que permaneceria utilizando os motores Renault para 2010.

Robert Kubica foi contratado para o lugar de Alonso em 7 de outubro de 2009, porém com o acordo sobre a venda da equipe, Kubica e seu agente, Daniel Morelli, pediram esclarecimentos sobre os planos da equipe, agora sob uma nova gestão, para confirmar se o piloto permaneceria na mesma. Após os esclarecimentos, o agente de Kubica confirmou que o piloto permaneceria na Renault para 2010.

Em 5 de janeiro de 2010, Eric Boullier foi anunciado como novo chefe de equipe da Renault, susbstituindo Bob Bell, que retorna à sua antiga função de diretor técnico.

No dia 31 de janeiro de 2010, foi apresentada a nova pintura do carro da equipe, em um Renault F1 de 2009. O carro de 2010 foi apresentado apenas em 1 de fevereiro de 2010. Juntamente com as cores, foram apresentados pilotos: Vitaly Petrov, como piloto titular, ao lado de Robert Kubica; Ho-Pin Tung, como piloto de reserva; Jérôme d'Ambrosio e Jan Charouz como pilotos de testes.

Lotus Renault

No dia 8 de dezembro de 2010, foi anunciado um acordo entre a Renault, o Grupo Lotus e a Genii Capital, que comprou as ações restantes da equipe, no qual a equipe passou a se chamar Lotus Renault GP Team e, também, a competir sob uma licença inglesa a partir da temporada de 2011. O uso do nome Lotus gerou uma disputa jurídica entre esta equipe com a Lotus Racing que usava o nome Lotus desde o início da temporada de 2010 (e que foi renomeada para Team Lotus para disputar a temporada de 2011), diante do impasse, ambas as equipes acabaram participaram da temporada de 2011 com o nome Lotus. A questão só foi resolvida em novembro de 2011 quando a Team Lotus decidiu que iria usar o nome Caterham a partir da temporada de 2012.

Lotus

A partir da temporada 2012, a equipe passou a se chamar Lotus F1 Team, contando com uma nova dupla de pilotos formada por Kimi Räikkönen e Romain Grosjean.

No GP de Abu Dhabi, Raikkonen venceu e levou a Lotus a sua primeira vitória na temporada, e sua primeira após retornar à categoria.

Havia 25 anos que um carro da Lotus não vencia na Fórmula 1 desde o GP dos Estados Unidos de 1987.

O novo retorno como equipe

Após a Lotus F1 Team sofrer uma grave crise financeira, em 28 de setembro de 2015, a Renault Sport F1 anunciou a assinatura de uma carta de intenções entre o Grupo Renault e a Gravity Motorsports, de propriedade da Genii Capital, e, durante as semanas seguintes, uma operação de aquisição seria discutida para a equipe Lotus (que anteriormente era de propriedade da Renault até 2010), na esperança de que a equipe competisse na temporada de Fórmula 1 de 2016 como Renault Sport Formula One Team.

Em 3 de dezembro de 2015, a Renault anunciou que havia comprado a escuderia de volta para a disputa da temporada de 2016.

Em dezembro de 2015, um porta voz da Renault havia confirmado que a equipe iria manter Pastor Maldonado e Jolyon Palmer, contratados pela Lotus, como sua dupla de pilotos para a temporada de 2016. Porém, problemas com o patrocinador de Maldonado a PDVSA que levaram a equipe a dispensar os serviços de Maldonado, contratando para seu lugar o dinamarquês Kevin Magnussen, ex-McLaren.

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