Há 26 anos, Ratzenberger morria em Ímola

No dia 30 de abril de 1994, um dia antes do acidente fatal do brasileiro Ayrton Senna, o austríaco Roland Ratzenberger perdeu a vida após forte batida durante o treino de classificação para o GP de San Marino de Fórmula 1.

O austríaco tinha 33 anos e vinha de categorias variadas: BTCC em 1988; Fórmula 3000 Japonesa entre 1990 e 1993; e participações nas 24 Horas de Le Mans, conquistando a vitória na classe C2 de 1993 ao lado do italiano Mauro Martini e do japonês Naoki Nagasaka.

Em 1994, Ratzenberger correu pela pequenina Simtek, em um contrato para cinco provas. Ímola era a terceira etapa daquela temporada, mas o austríaco havia se classificado apenas para a segunda, em Aida, no GP do Pacífico. No Brasil, em Interlagos, não conseguiu.

Em Ímola, o piloto teve a asa traseira danificada a aproximadamente 314 km/h, batendo na curva Villeneuve, o que causou traumatismo craniano e lesões internas. Foi o segundo grave acidente daquele fim de semana, após a batida de Rubens Barrichello no treino de sexta.

No caso de Ratzenberger, uma equipe de socorro médico chegou a realizar massagem cardíaca ainda na pista. Entretanto, ele foi declarado morto no hospital Maggiore em Bolonha poucas horas depois.

Ratzenberger correria em Le Mans naquele ano com a Toyota e foi substituído por Eddie Irvine. O carro que acabou na segunda colocação geral daquele ano levava o nome do austríaco na porta, como homenagem.

Foi o primeiro acidente fatal na F1 desde o que vitimou Elio de Angelis, durante testes particulares em Paul Ricard em 1986. Durante um fim de semana de prova, a última vez que um piloto perdera a vida na categoria havia sido Riccardo Paletti, no GP do Canadá de 1982.

Em sua lápide, está escrita uma filosofia de vida: “Ele viveu por seu sonho”.

Fonte Motorsport

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