Maior rival de Senna, Prost completa 65 anos com história muito ligada ao automobilismo

Maior rival de Senna, Prost completa 65 anos com história muito ligada ao automobilismo

Dono de uma carreira invejável na história da Fórmula 1, Alain Prost completa 65 anos neste 24 de fevereiro. Há 40 anos, com 25 anos de idade, Prost disputava um GP pela primeira vez, dando início a uma trajetória muito vitoriosa para o “Professor”, como também é conhecido.

Foram 51 vitórias ao longo de 199 GPs disputados, além de quatro títulos mundiais, ficando, atualmente, atrás apenas de Fangio, Hamilton e Schumacher na lista dos pilotos com mais mundiais. Seu número de vitórias foi, por muitos anos, o maior número obtido por um piloto, até ser ultrapassado por Schumacher no início dos anos 2000.

Depois de correr na Fórmula Renault e na F3, os franceses convenceram a McLaren a dar uma chance ao novato na categoria principal. Em 13 de janeiro de 1980, Prost correu em Buenos Aires ao volante do McLaren M29 com motor Ford-Cosworth. Ele foi 12º na classificação e terminaria em sexto em sua primeira corrida.

Após seu primeiro ano na equipe de Woking, ele se juntou à Renault F1 por três anos, antes de retornar à McLaren para escrever as páginas mais bonitas: três mundiais vencidos em 1985, 1986 e 1989 e uma rivalidade inesquecível com Ayrton Senna, relembrado até hoje como uma das grandes eras da história da categoria.

Mas o relacionamento entre o francês e o brasileiro ficou tão pesado após dois anos, que Prost acabou indo para a Ferrari para a temporada de 1990.

Prost não teve sucesso com a equipe italiana, chegando a fazer duras críticas à montadora. Por isso, o Professor nem chegou a terminar sua segunda temporada com o carro vermelho, já que teve seu contrato encerrado antes da última etapa de 1991.

Após um ano fora do grid, voltou em 1993 para o seu capítulo final, conquistando o quarto e último título, ostentando as cores de Williams. Em 199 GPs na Fórmula 1, ele teve 51 vitórias, 33 poles , 106 pódios e 41 voltas rápidas.

Mesmo aposentado das pistas, Prost nunca deixou o automobilismo de lado. Uma de suas primeiras atividades após sair da F1 foi trabalhar como comentarista nas transmissões da categoria da emissora francesa TF1 entre 1994 e 1995. Mas não demorou muito para Prost voltar a se envolver mais diretamente com o automobilismo.

Da aventura da equipe Prost Grand Prix ao cargo que ocupa hoje, como diretor não-executivo da Renault F1, Prost sempre foi uma pessoa muito presente no paddock. Sua equipe própria disputou cinco temporadas na F1, entre 1997 e 2001, e teve como melhor ano o de estreia, conquistando dois dos três pódios de sua história com Olivier Panis.

No último ano de existência, a Prost foi a casa do brasileiro Luciano Burti, que entrou na equipe no meio da temporada, substituindo o argentino Gastón Mazzacane. Burti fez sua estreia no GP de Mônaco e ficou como titular até o GP da Bélgica, onde se envolveu em um acidente grave.

E as aventuras do Professor não ficaram restritas à F1. Nos primeiros anos da F-E, também esteve diretamente envolvido com a equipe Renault e.Dams, por onde correu seu filho, Nicolas. Antes da Nissan assumir oficialmente a equipe e.Dams, Prost se desligou da categoria para focar nos trabalhos do retorno da Renault à F1.

Fonte Motorsport

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