Rene Arnoux

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O René Arnoux do início dos anos 80 foi um dos pilotos de Fórmula 1 mais rápidos de sua geração – tão rápido em uma única volta quanto qualquer outro e um possível campeão mundial em preparação. Ele venceu sete dos 149 GPs em que largou, mas quando se aposentou, Arnoux era um piloto passivo com maior probabilidade de obstruir carros mais rápidos do que marcar um ponto no campeonato.

Início de Carreira

Tímido e retraído em um esporte cheio de extrovertidos, Arnoux venceu o Campeonato Europeu de Fórmula Renault em 1973 e 1975 com a equipe Martini. Ele também estreou na Fórmula 2 em Vallelunga no ano de 1974, pilotando um Elf-Alpine A367-BMW e se graduou para piloto em período integral na temporada de 1976 com um Martini MK19-Renault.

Apesar de estar em sua primeira temporada completa, Arnoux pressionou Jean-Pierre Jabouille o ano todo, venceu três vezes e acabou como vice-campeão apenas um ponto atrás de seu compatriota mais experiente. Arnoux permaneceu na equipe comandada por Hugues de Chaunac em 1977 e liderou o Campeonato Europeu de F2 durante toda a temporada.

Chegada à Fórmula 1

Campeão da F2 com uma rodada de antecipação, ele ascendeu à F1 em 1978 com o exclusivo Martini MK23-Ford de De Chaunac. Ele se saiu bem ao terminar em nono lugar duas vezes e também impressionou em duas aparições no final da temporada a bordo Surtees. Isso, e suas performances na F2, atraíram a atenção da Renault e ele assinou com os pioneiros do motor turbo em 1979 para sua primeira temporada completa.

Era preciso um homem corajoso para domesticar o poder bruto do Renault RE10 e Arnoux certamente o foi. Mostra disso foi ele ser protagonosta do duelo da década, numa antológica disputa roda-a-roda com Gilles Villeneuve durante as últimas voltas na França, em Dijon perdendo o segundo lugar para o canadense da Ferrari por uma mínima fração na bandeirada. Ele terminou em segundo na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos e conquistou pole position na Áustria e na Holanda.

Sua reputação como uma das promessas mais rápidas da F1 foi confirmada pelas vitórias no início da temporada de 1980 – no GP do Brasil e no da Africa do Sul. Mas era nas classificações que Arnoux realmente brilhou – três poles consecutivas naquele ano, outras quatro em 1981 e cinco em 1982 enfatizaram suas proezas em uma única volta.

Embora o ritmo absoluto de Arnoux não tenha deixado dúvidas, ele e o novo companheiro de equipe Alain Prost sofreram com a miserável confiabilidade mecânica da Renault frustrou qualquer pretensão ao campeonato. Em 1982, a máquina de Arnoux se manteve por tempo suficiente para liderar uma completa festa francesa em casa, com os primeiros quatro lugares em sua corrida em casa, mas esse foi um dia polêmico para Arnoux que desobedeceu às ordens da equipe, recusando a se deixar ultrapassar por Prost, o melhor candidato na equipe ao campeonato.

Sua carreira na Renault terminou efetivamente e logo ele foi anunciado como piloto da Ferrari. Arnoux respondeu vencendo o GP da Itália de 1982 na sua última vitória para a Renault. Os Tifosi comemoraram como se fosse um carro vermelho levando a bandeira.

Os Anos de Ferrari e o Declínio

Ele era um forte candidato ao Mundial em 1983, mas perdeu para Nelson Piquet e Prost depois de rodar na penúltima rodada da Brands Hatch. Sem nenhuma vitória ou pole position em 1984, Arnoux foi demitido pela Ferrari após o GP do Brasil de 1985, uma corrida em que ele pisou fundo desde o meio do peltão para terminar em quarto.

Depois de quase um ano ausente, ele voltou a correr com um Ligier pelas próximas quatro temporadas. Houve dias em que flertou com seu antigo eu (como na disputa que travou com os líderes em Detroit 1986) e também controvérsia (suas opiniões francas sobre o novo parceiro de motores Alfa Romeo em 1987 forçaram a marca italiana a pressionar pelo cancelamento de seu contrato com a Ligier antes da temporada). E cada vez mais, suas performances sem papas na língua atraíram críticas até de seus colegas pilotos.

Quando ele se aposentou, no final de 1989, era fácil esquecer a estrela em potencial que havia estrelado uma década antes. Uma revisão da Autosport sobre o estilo de René descreveu-o assim: “Arnoux é o que os puristas chamariam de piloto de verdade. Sua vontade era afiada desde o início, de cabeça baixa e determinação sombria. Tudo o que ele queria era vencer.

René Arnoux continua entre os homens mais rápidos a iniciar um GP – suas sete vitórias e especialmente as 18 poles atestam um talento natural. Mas maculou-o seu retorno infeliz com Ligier, deixando-lhe manchada a reputação.

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