Maurício Gugelmin

Este brasileiro largou 74 Grandes Prêmios, mas acabou majoritariamente frustrado durante sua carreira na Fórmula 1. Maurício Gugelmin continuou sua carreira de corrida por quase uma década na Champ Car World Series e se aposentou do esporte como vencedor e com um recorde mundial em seu nome.

Início da Carreira de Corrida

Campeão brasileiro de Fórmula Fiat em 1981, ele se mudou para a Inglaterra e para a Fórmula Ford 1600 quando dividia uma casa com seu ex-adversário de karting Ayrton Senna. Duas temporadas do FF2000 culminaram no título europeu de 1984, após uma mudança no meio da temporada para o Reynard 84SF de Dennis Rushden.

Apoiado pelas granjas da Perdigão, Gugelmin se formou na Fórmula 3 britânica em 1985 com o Ralt RT30-Volkswagen da West Surrey Racing. Apesar da força do desafio de Reynard naquele ano, ele conquistou o título e o GP de Macau na primeira tentativa.

Sua ascensão de Fórmula 3000 em 1986 com o John Player Special de March 86B-Cosworth da WSR foi ofuscada pela morte do protegido da equipe Bertrand Fabi. 1987 não poderia ter começado melhor para Gugelmin: com seu Ralt RT21-Honda venceu a primeira etapa da F3000 em Silverstone depois que o companheiro de equipe Roberto Moreno se retirou. No entanto, quatro corridas no meio da temporada sem terminar o reduziram para o quarto lugar na classificação final, apesar das colocações consistentes desde então.

Fórmula 1 com March e Jordan

Gugelmin estreou na F1 em 1988 pela Leyton House-March Racing Team. Silverstone foi o destaque de uma campanha mista quando o brasileiro converteu o quinto melhor da carreira no grid para o quarto lugar no final. 1989 começou com Gugelmin em terceiro no seu GP em casa (seu melhor resultado na F1), mas esse foi o único ponto em que marcou o ano todo.

Mais notável foi o seu dramático GP da França, onde ele capotou no início e rapidamente entrou em seu carro reserva para o reinício. Ele então estabeleceu a volta mais rápida da corrida depois que um problema foi resolvido durante um longo pitstop. 1990 foi outra campanha frustrante – o brasileiro não conseguiu se classificar para três corridas consecutivas e depois sofreu uma falha no motor enquanto estava em quarto lugar na França.

Sem um ponto em 1991, Gugelmin se mudou para a Jordan para a sua última temporada de GP. O motor da Yamaha mostrou-se pouco competitivo e Gugelmin se classificou regularmente fora dos 20 primeiros em 1992.

Mudança Bem Sucedida para a Champ Cars

Ele encontrou refúgio na Champ Cars americana com Dick Simon Racing nas três últimas corridas de 1993, embora tenha sido com a posterior contratação da PacWest que ele se estabeleceu na América. Após um ano com Chip Ganassi, ele se juntou à equipe de Bruce McCaw em 1995 e foi o segundo em sua estréia em Miami. Ele então liderou de forma convincente em Indianápolis antes de quebrar quando estava em sexto no final.

Em segundo lugar novamente nos EUA-500 em 1996, em Michigan, a temporada seguinte foi a melhor em Champ Cars, quando era um fator importante nos circuitos de rua e nos speedways. Ele finalmente conseguiu uma vitória em Vancouver e terminou em quarto na classificação de 1997. Esse ano terminou com o Hollywood Reynard 97I-Mercedes-Benz da equipe PacWest se classificando na pole position no California Speedway de Fontana a uma média de 240.942 mph para estabelecer um novo recorde para uma volta de circuito fechado.

Gugelmin não venceu novamente, mas permaneceu de forma competitiva por mais quatro temporadas no PacWest, incluindo o segundo em Nazaré em 2000 e a pole position para Cleveland um ano depois. Aposentou-se no final de 2001 após a morte do filho e agora dirige um negócio no Brasil que promove o reflorestamento.

2 Respostas

    1. Gugelmin era um piloto técnico, com pouco arrojo, grande acertador de carros, que não possuia a agressividade características dos grandes, também era um pouco azarado, comparado mais ao estilo de Rubens Barrichello, em menor escala.

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